:: Por que aquele terreno? ::
Após o Sr. Presidente ter visto dezenas de ótimos terrenos, com caída para frente, localizados em vias públicas com todos os melhoramentos, terrenos que sem maiores explicações eram simplesmente refutados pelo Mentor, ante a sua aprovação para a compra do terreno que acabava de ver, caído para os fundos, em lugar ermo, de difícil acesso e ainda com “tanta lama e barro” e que suscitou a pergunta do Sr. Presidente, por demais surpreso e espantado “Por que este terreno?” a resposta pronta e incisiva do Mentor “É este o nosso terreno!”.
Esta pergunta, sem resposta explicativa, tornou-se sempre presente na mente do Sr. Dalmace, que não se conformava e nem compreendia a escolha que aparentemente era inadmissível.
O tempo passou, iniciou-se a construção da sede e, certo dia, veio a resposta tão esperada, inicialmente de forma indireta e depois ratificada diretamente.
Desde o início das obras, o Sr. Presidente, diariamente, passava no Jabaquara, onde morava seu sogro, Sr. Mário, mestre da obra, para levá-lo em condução própria ao local de trabalho. No trajeto que faziam, passavam sempre na Praça Bom Jesus de Piraporinha, onde existiam vários depósitos de materiais para construção de quem adquiriam o material que necessitavam. Por esta razão o Sr. Dalmace não conhecia os bairros existentes após o local da obra, Vila Ferreira, Alves Dias, etc. Sempre correndo, nunca tivera tempo para conhecer melhor a região. Certo dia entretanto, faltou cimento nos depósitos de Piraporinha, foi quando alguém lhe disse da existência de um depósito na Vila Alves Dias que a dias atrás recebera uma carreta carregada de cimento.
As obras não podiam parar por falta de cimento, e o Sr. Dalmace se dirigiu, antes porém de chegar na Praça Alves Dias, passando na Vila Ferreira, teve a sua atenção voltada para dois prédios, em cujas fachadas, viu placas com os dizeres: “Nosso Lar Instituição Filantrópica” e “Lar Emmanuel”. A sua curiosidade natural, fez com que estacionasse nas imediações, e o seu raciocínio levou-o à conclusão que só poderiam ser instituições espíritas, embora nas placas não constassem declaradamente estas atividades, porém, quem usaria tais denominações? Mal, acabara de assim pensar, sentia aquela mão amiga de sempre em seu ombro e “ouviu” aquela voz interior lhe dizendo: “Eu te disse que aquele é o nosso terreno porque a nós foi destino pelo Alto”, e disse ainda: “Em breve nesta região se instalarão outras entidades espíritas, isto aqui será um aglomerado , um núcleo, para onde convergirão inúmeras atividades de socorro fraterno”. A resposta foi assim, lógica e global, sentido o Sr. Dalmace a infantilidade de suas dúvidas quanto à escolha do terreno.
As previsões do querido Mentor, estão sendo comprovadas a cada dia, hoje não mais e duvida de tal destinação prevista para a região, além do “Nosso Lar”, “Emmanuel” e “Maria Amélia”, outras entidades se instalaram, a “Mamãe Clori”, “Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes”, “Editora GEEM”, “Correio Fraterno”, “Centro Espírita Pátria do Evangelho”, “Centro Espírita Maria João de Deus”, “Creche Maria Amélia”, “Folhetim Espírita” e outras que virão.
Se o acaso existisse, poderia se dizer “que por acaso” todas estas entidades maravilhosas são de caráter estritamente kardecista, que estranha e curiosa “coincidência”.
Além dos fatos acima mencionados que justificam só por si o acerto da escolha do terreno, há outro, muito importante, ainda não confirmado pelo Mentor, de que, nas proximidades do trevo que liga São Bernardo do Campo à Via Anchieta, no começo da Av. João Firmino, nas imediações do Hospital Assunção, é a de que haja uma “Colônia de Atendimento Espiritual”, nos levando a crer nisto, pelo relato de vários médiuns que “viram” ou “sentiram” grandes aglomerações de desencarnados na região, outros sendo levados para ali em grandes grupos e quase sempre em péssimas condições espirituais.
Este aglomerado de instituições kardecistas, forma um complexo de prestação de serviços espirituais e materiais, onde cada núcleo exercendo a atividade socorrista que lhe foi destinada, somam-se uma às outras e, tem-se um todo repleto de Fraternidade, Caridade, e Amor. Tudo isto, nos deixa um grandioso ensinamento: como são sábios os desígnios de Deus e tão pequeno e acanhado é o nosso entendimento a seu respeito.
Em agosto de 1967, foi iniciada a obra de construção da sede primitiva, e se deu por concluída em junho de 1968, com sua inauguração se dada em 22 de junho (Sábado), às 16 horas, onde se deu uma pequena confraternização. Era, então materializado uma parte do “sonho”, que a tanto anos era nutrido. Foi uma festa maravilhosa, repleta de emoções e sentimentos, quando vários oradores se fizeram ouvir.
Tendo uma sede social e um Centro Espírita, que logo passou a funcionar. Conta-se que nos primeiros meses de atividade do Centro, contava-se com apenas dois médiuns. Nos quais eram responsáveis pela leitura do evangelho, comentários, manifestações mediúnicas e doutrinações. E naturalmente, com o passar do tempo, foi crescendo o número de médiuns.

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