É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar
os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre e retificar as
más qualidades de quem segue conosco.
Mas enquanto nos distraímos,
em tais excursões a distância
de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem,
levianos, à verdade e à lição.
Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores
que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...
Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma benção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos,
para a nossa alma eterna,é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...
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